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Eixo Sines Panamá

Porto de Sines
Canal do Panamá

 

 
 
Depois da visita do presidente do Panamá a Portugal, com relevo a Sines investida de um interesse bilateral com vista ao desenvolvimento do porto de Sines que o próprio Panamá tem interesse em desenvolver, após as grandes obras de assoreamento no canal do Panamá para o habilitar á navegação de grandes navios
O que esperam as mentes decisoras do pais, que esta oportunidade desapareça, que os interesses do Panamá hoje e da Asia num futuro próximo se desvaneçam? Perde-se tanto tempo a falar em desgraças, em coisas que não interessam e obras que fundamentalmente podem fazer este pais sair do atoleiro onde está não se discutem, não se fala disto? Quem não está interessado nisto, ou será que alguém esta interessado em que caso outras nações aqui invistam aconteça como no caso do petróleo, em que viremos a receber uns míseros cêntimos por barril? Se isto fosse uma autoestrada para nenhures, ou um aeroporto para pombos já teriam existido debates e estudos, mas como é uma obra a sério, algo que pode mudar toda a economia de um pais, estamos aqui sentadinhos a ignorar. Será que mais uma vez iremos deixar fugir uma oportunidade destas?
Julgo que será de um interesse fulcral para o desenvolvimento da Costa Vicentina, do Alentejo e do próprio pais que as pessoas com responsabilidades para tal se debrucem rapidamente sobre o assunto, que metam mãos á obra e que não venham dizer daqui a meia dúzia de anos que não conseguiram por este ou por aquele motivo.
Aqui há um grande retorno do investimento, há a criação de emprego, de riqueza, de desenvolvimento para o pais, e até a possibilidade de relançar Portugal na Europa.
Não nos é atribuído desde os primórdios o domínio dos mares, e a importância para o nosso pais do mar, então ai está o destino a colocar-se no nosso caminho.
Não somos um pais de navegadores, não é o mar que está na origem deste pais?
Então que seja o mar a tornar a colocar Portugal na rota do mundo.
Durante anos e anos o país andou a investir em estradas, algumas das quais não levam a lado nenhum e agora que surge uma oportunidade enorme de o país dar um passo gigantesco em relação ao futuro, de que estamos á espera? Que venha algum país asiático aproveitar esta obra, que a financie e depois tire dividendos dela?
Se construímos estádios de futebol para gastar dinheiro e não haver público para os encher como ficou provado no Euro 2004 e no qual na altura só conseguimos atrair emigrantes da Europa de leste que acabaram por criar mais um problema seja de índole económica, seja social e até legislativa por via de algumas máfias que por cá se instalaram, não será viável criar algo que seja pensado a longo prazo, algo que crie emprego na zona do país onde menos existe, mas não apenas emprego não especializado e indiferenciado, mas também noutro nível, que empresas de construção revigorem e por sua vez direta ou indiretamente façam com que esse setor se regenere?
E quanto a um futuro cada vez mais incerto de Portugal na Europa, no médio prazo se Portugal tiver de sair da zona euro?
Se a crise na europa que cada vez é mais generalizada se estender a outros países, e Portugal se sinta cada vez mais pressionado até pela sua posição geográfica e tiver de procurar outros mercados?
Será que o facto de nós nesse futuro cada vez mais próximo não poderemos ver aí uma saída ao ficarmos cada vez mais próximos de mercados emergentes como é o caso da América Central, e de alguns países asiáticos, será que se vivemos num mercado sufocado por uma economia débil e asfixiado por uma moeda que apenas tende a beneficiar os países das chamadas economias fortes?
Não pudemos fazer como naquela história do pobre que se queixava de nunca lhe sair nada na lotaria e ao pedir ajuda a Deus este lhe ter dito que ele também ajudasse, ao menos que comprasse uma cautela.
Não pudemos exigir que nos deem tudo de mão beijada, mas há coisas que até um leigo consegue ver que são importantíssimas.
Um aeroporto que apenas viria beneficiar a especulação imobiliária, e meia dúzia de pessoas que ficariam um pouco mais perto de uma viagem de avião foi durante anos motivo de discussão e serviu de arma de arremesso entre políticos tendo-se investido uma fortuna astronómica só em estudos de impacto, em projetos e plantas, numa linha de comboio que apenas serviria para que algumas pessoas, muito poucas chegassem mais depressa a Paris, mas apenas para viajar e não como agora para transportar mercadorias investiu-se tempo e dinheiro e até se iniciaram alguns troços que agora tenderão a ficar ao abandono.
Agora sim essa ligação rápida a Paris faria todo o sentido como forma de complementar a distribuição de mercadorias que cheguem ao porto de Sines, mas neste caso o motivo é justificador.     

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