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Quando o homem comum aceita a auto critica, está a um passo de atingir a perfeição.

Todos nós cometemos erros, pena que para termos consciência deles é necessário que sejam os outros a chamar-nos a atenção para eles, seria bem mais fácil nós que os cometemos e temos a noção daquilo que fazemos de errado a assumi-lo.
O homem não gosta de assumir erros, erradamente julga que ao fazê-lo está a revelar fraqueza, quando na realidade é o contrário. Devemos e podemos aprender com os nossos próprios erros, basta para isso que tomemos consciência deles e que os assumamos como isso mesmo "erros", nada de transcendente para o mais comum dos mortais.
Em várias épocas e ocasiões, os homens têm errado, quer seja em palpites, em atitudes, ou tomadas de decisão, e sempre que (alguns, poucos) assumiram isso, o que daí adveio suplantou o inicialmente pensado.
Errar é consequência dos desafios da vida, assumir esses erros é algo que apenas pertence aos grandes homens, aqueles que efetivamente têm nas mãos as ferramentas necessárias para alterar o seu meio envolvente.
Se tudo aquilo que se inventou, que se criou e se refez tivesse sido concebido tal e qual a ideia ou a conceção inicial, grande parte do mundo que nós temos seria impróprio para se viver, e as inovações tecnológicas de que dispomos não seriam nada daquilo que nós estamos habituados a ver e a lidar.
Conhecemos hoje invenções que não foram concebidas para serem o que são. A Coca Cola era um xarope vendido numa farmácia, por um engano alguém a bebeu como sendo outra coisa e aqui nasceu a mais emblemática das bebidas, a pastilha elástica surgiu por acaso, sendo um produto derivado da borracha e do petróleo devido a um erro de fabrico.
O papel higiénico preto que é um ex-libris da Renova surgiu derivado de um erro de fabrico, pois devido a esta empresa reciclar os boletins do totobola, por um descuido reciclou os químicos que os mesmos utilizavam e surgiu assim um papel higiénico preto que se assumiu como a mais icónica invenção desta empresa.

Quando se criou o lápis, criou-se também a borracha.
Diz-se de todo o artista que para que a sua obra se aprimore, tem a mesma de ser apagada e voltada a desenhar, só os grandes artistas percebem que quando se enganam devem emendar o erro.
Mas existe uma parte da população que erradamente ainda pensa que o facto de não se enganarem ou mais certeiramente de não assumirem que se enganaram os torna mais perfeitos e mais detentores da verdade, ora não existe nada de mais errado, mas até para assumir isso é necessário uma certa dose de humildade, de sabedoria e acima de tudo coragem, coragem essa que faz com que as pessoas não tenham medo de enfrentar os seus erros, mas sim de aprender com eles.
É com as quedas que as crianças aprendem a andar, e essa teoria tão certeira que todos nós passamos por ela deveria nos acompanhar ao longo da nossa vida.
Aprender com os erros é a melhor formação que alguém pode ter durante toda a sua vida, e se isso significar que erraremos mais do que uma vez, que seja, é sinal de que vamos aprendendo ao longo da vida e que a cada erro cometido nós estamos a aprender uma lição. A vida é feita de lições disso depende aquilo que nós poderemos mais tarde transmitir a outras pessoas, porque outra virtude do conhecimento é que o mesmo seja transmitido e enriquecido com as experiencias de cada um para que os erros vão sendo corrigidos e dessa forma aperfeiçoados.
Quando o homem comum aceita e formula a auto critica como forma de reformulação no seu objetivo inovador, está a um pequeno passo de atingir a perfeição. (1)


(1) Pereira M.A. (2013). ). Averdadedamentiradecifrada, Bloggspot 

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