



A concorrência neste sector de
mercado é feroz, e utiliza as mais diversificadas formas de atuar para
desenvolver e pôr em prática a sua estratégia.
O grupo Jerónimo Martins, optou
por alargar a sua cadeia de distribuição ao absorver as lojas do grupo Plus,
este grupo tinha como objetivo a sua implantação e expansão em Portugal, mas o
conceito não pegou, devido ao facto de se inserir num posicionamento com
difícil taxa de penetração (sector hard-discount), este grupo passado pouco
tempo da sua implantação em Portugal, viria a ceder a sua posição à Jerónimo
Martins, que aproveitou esta posição para aumentar e diversificar a sua rede de
distribuição. Paralelamente, a J.M. alterou a sua estratégia de preço,
alterando desta forma um dos segmentos de Marketing Mix, passando agora através
do preço para um posicionamento que privilegia o preço em detrimento da
qualidade, que foi durante muitos anos a sua forma de enfrentar o mercado. Na
comunicação, a J.M., passou a adotar apenas uma marca (Pingo Doce), abolindo a
marca Feira Nova, deixando de fazer distinção entre Hiper e Supermercados. Esta
concentração da marca, serviu para reforçar a sua aposta abrangendo agora um público-alvo
mais diversificado.
O grupo Sonae, adotou uma
estratégia semelhante, comprou a posição do Carrefour, (grupo Francês que optou
por vender a sua posição em Portugal para abraçar outros mercados que achava
mais rentáveis), e com este ato aumentou também a sua rede de distribuição. De
igual modo recentemente concentrou as suas marcas (Modelo e Continente) numa
só. Adotou um posicionamento que abrange um rácio estudado de qualidade/preço,
ao qual juntou uma estratégia de Marketing centrada no Marketing social, como é
fácil observar pelos seus anúncios televisivos em que toda a ação se centra em
interagir com as comunidades locais.O grupo El Leclerc, não diferiu muito desde a sua implantação de uma politica de preço, e faz desse o seu posicionamento principal, alia ainda a este conceito uma política de serviços e comodidade, nas quais aposta ao agregar lojas posicionadas para outros sectores como cabeleireiros, cafetarias, papelarias, etc., a sua estratégia é a de um Supermercado de tamanho médio, com todos os serviços que uma superfície maior oferece.
O grupo dos Mosqueteiros tem também apostado nos últimos anos numa política de preço qualidade, mas com um posicionamento virado para a área fresca, sector onde se desenvolveu e tem conseguido demonstrar vantagem competitiva face aos demais concorrentes, optando no entanto por manter outros segmentos de negócio como bazar, perfumaria e produtos secos que permitem completar a área de negócio e rentabilizar o espaço. Paralelamente desenvolveu uma política de Cross Selling no sector dos combustíveis, adotando preços abaixo dos retalhistas tradicionais de combustíveis, e fazendo com que o negócio dos combustíveis que até aí era apanágio das grandes marcas petrolíferas se alargasse ao sector de distribuição alimentar, desenvolvendo o conceito de marca branca. Este Cross nos combustíveis resulta numa sinergia entre a loja e o posto de combustíveis, que funciona com descontos cruzados entre os mesmos. Outra das inovações deste grupo tem sido a diversificação de conceitos juntando-os no mesmo espaço com o Roady (reparação auto) e bricolage (Bricomarché).
Todos estes grupos desenvolveram nos últimos tempos marcas próprias que lhes permitem ter um produto com uma relação qualidade/preço muito razoável, paralelamente desenvolveram marcas brancas que lhes permitem atingir um público-alvo que até ai era apenas vocacionado para comprar em lojas hard-discount.
As lojas hard-discount por seu lado têm vindo a aumentar a sua gama de produtos com o intuito de captar consumidores que até algum tempo atrás apenas compravam em grandes superfícies, o que têm vindo a fazer com algum sucesso.
A
tarefa do marketing consiste em manter o nível de demanda, apesar das
preferências mutáveis dos consumidores e da crescente concorrência. A empresa
deve manter ou melhorar sua qualidade e medir a satisfação do consumidor
regularmente.” (KOTLER, 2000, p. 28)

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