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A formação nas empresas, parte II

                  

 As etapas da formação

Após decisão pela Direção de Recursos Humanos sobre qual o tipo de formação a ministrar, (interna, ou externa) há que decidir quanto à forma da mesma se processar e neste capitulo temos diversas formas que terão de ser aplicadas, consoante as necessidades da empresa.

1-Formação em sala 

 É realizada em sala, e obedece a determinados objetivos e itinerários. Os formandos poderão ser confrontados com música, imagens e desenvolverem aspetos criativos. Segundo Paulo B.Guerra[1]no hemisfério direito do cérebro existem milhões de neurónios que anseiam por ser estimulados, e nos quais estão localizadas as funções: não-verbal, imaginação, sintético, percetual globalidade, formas, raciocínio divergente, subjetividade, pensamento lateral, manipulação espacial, ritmo e musica. Assim o recurso em formação a imagens, á música e à criatividade dos participantes estimula o hemisfério direito do cérebro, que ao ser estimulado irá fazer funcionar o hemisfério esquerdo, onde se centram as funções verbais, lógico/analítica, análise linearidade, digitalidade, raciocínio convergente, objetividade, pensamento vertical, formas matemáticas e números.

 2-Formação "On the Job"

É realizada no local de trabalho, e exige uma preparação adequada. Baseia-se em metodologias de explicação, demonstração e consequente imitação, é um ciclo que se repete até ser consolidada a aplicação de um mapa mental que permita por em prática os conhecimentos adquiridos. Se não for corretamente planeada pode correr o risco de sofrer interrupções decorrentes da atividade nas quais pode o participante desviar a sua atenção para o ambiente que o rodeia.

3-Formação outdoor

 É realizada num espaço aberto envolvendo atividades de grupo ou equipa, visa desenvolver competências colocando o participante em estados de tensão criativa através da prática de atividades desafiadoras. Com base nas necessidades são definidas atividades práticas que potenciam os resultados desejados. A essas atividades práticas, dá-se o nome de Vivencias, e tem as seguintes fases: 1-Vivencia; 2- Mapa emocionado da Vivencia; 3-Mapa racionalizado da Vivencia; 4-Mapa Integrado (aqui pode ocorrer em sala); por ultimo, Nova Vivencia, onde são postos em prática e transpostos para a empresa os conhecimentos adquiridos.

4-Formação online

Este processo formativo é feito via Internet ou Intranet, e é também chamado E-Learning, e é uma forma á qual as grandes empresas tem aderido, e são exemplo disso as Universidades Cooperativas, e pode decorrer em tempo real, permitindo intercomunicação entre os participantes, ou diferida no tempo. A formação online tem sido entendida pelos especialistas como a solução ideal para os problemas da gestão da formação, muito embora possua algumas lacunas, como é o caso de não existir um contacto real entre o formador e o formando.

5- Relacionamento um-a-um

Este tipo de formação é caracterizado pelo acompanhamento do formador a um participante durante um período pré-definido de tempo, e tem 2 vertentes; o Mentoring, e o Coaching.

O Mentoring é um acompanhamento individual com o intuito de aconselhar e guiar o colaborador no seu dia-a-dia, e é muito utilizado na formação de novos executivos recém-admitidos com vista a proceder à sua integração na empresa, proporcionando ao alvo do Mentoring um feedback positivo. Também é utilizado na gestão de carreira de colaboradores com um nível de potencial elevado.

O Coaching tem um carácter mais operacional, e mais regular, o papel de Coach é geralmente desempenhado pelo superior hierárquico e atua tendencialmente sobre o desenvolvimento de competências e com vista a rentabilizar ao máximo os resultados operacionais.

 Objetivos da formação

Se os trabalhadores são um dos ativos da empresa, então quanto mais valorizados profissionalmente eles estiverem, e quanto maior for o seu grau de desenvolvimento maior será o seu peso no progresso e desenvolvimento da empresa.
O objetivo prioritário e primário da formação é produzir uma mudança. Essa mesma mudança deverá funcionar como Input, quando se inicia o processo formativo, e como Output quando é posta em prática a aprendizagem da formação.

Para que esta formação surta os efeitos desejados é necessário que o formando esteja bem informado da real importância da mesma, e que ele mesmo deseje fazer parte do processo, por isso é de vital importância que todos os intervenientes no processo tenham a informação necessária, e que a articulação entre os mesmos funcione.

 



[1] Guerra,P.B., A Gestão Intrapessoal, Editora Pergaminho, Cascais,2000, Volume 1 p.72

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