Avançar para o conteúdo principal

Cross Selling





Este conceito consiste em cruzar vendas relativas a artigos. Utiliza-se por exemplo, atribuindo um desconto na compra de 2 ou mais artigos, em que a vantagem da redução do preço se distribui por esses mesmos artigos.
Imaginemos por exemplo, o Nestum com mel custar 1.95€, e um garrafão de água do Luso custar 1.25€, então publicita-se com um cartaz que na compra dos 2 artigos, o conjunto apenas custa 2.95€, beneficia-se o cliente em 0.25€, e ela acaba por comprar um dos artigos, ou até os 2 sem o querer fazer inicialmente, este ato também permite elevar o cesto médio dos clientes. Esta estratégia de vendas há muito que faz parte do plano de vendas das empresas de distribuição. A melhor estratégia de qualquer negócio, é ter sempre clientes satisfeitos. Um cliente satisfeito permanece fiel mais tempo e compra mais. Se uma empresa deseja atrair mais clientes é fundamental que não se esqueça dos que já possui. O esforço na retenção dos clientes é antes de tudo, um investimento que irá garantir o aumento das vendas. As vantagens de fidelizar os clientes são inúmeras: a empresa pode cobrar um preço mais elevado, do que o dos seus concorrentes, uma vez que os clientes reconhecem a qualidade e credibilidade do seu fornecedor, criando aqui uma “barreira” em relação à concorrência. Por outro lado, quanto mais fiéis forem os clientes, menor é o custo de recuperação dos mesmos.
Muitas empresas de distribuição optam por fazer descontos nos seus produtos ou serviços. É de facto uma estratégia que pode atrair mais clientes, mas isso apenas os vai atrair e não fidelizar. Além disso, irá reduzir as margens de lucro e não favorece o posicionamento no mercado da marca/empresa. O cliente pode satisfazer a sua necessidade num determinado momento, mas não é o suficiente para que o cliente volte a repetir a compra de um bem ou serviço.
Uma das estratégias de fidelização dos clientes, pode passar pelo Cross-Selling. As estratégias de Cross-Selling, também denominadas de vendas cruzadas, otimizam receitas e custos, o que num contexto atual de extrema concorrência, se torna imprescindível. Vender produtos ou serviços a um cliente já em carteira é muito menos dispendioso e difícil do que tentar vender a um novo cliente, mas não deixa, no entanto, de ser um desafio. Fatores externos às empresas, como mercados fortemente concorrenciais e instabilidade económica, reforçam o importante papel das estratégias de Cross-Selling, no seio das empresas. De uma forma muito resumida, esta ferramenta é usada para oferecer produtos ou serviços que interessam ao cliente, para além do que ele procura. Para que esta ferramenta seja útil e bem utilizada é necessário que haja um conhecimento profundo do cliente, e que numa loja os produtos se encontrem bem posicionados. A publicidade a esta ação também é deveras importante. Pretende-se potenciar essencialmente com o Cross-Selling a venda de mais do que um produto ou serviço ao mesmo cliente. Quando pensamos em Cross-Selling, o objetivo que pressupõe é automaticamente o aumento de receitas. O Cross-Selling tem impacto direto no volume de negócios. No entanto, nem sempre o Cross-Selling se dá quando o cliente manifesta claramente uma necessidade. É necessário que haja a capacidade de captar o cliente já captado com novos produtos ou serviços, antevendo as suas necessidades no futuro. Mais uma vez, reforça-se a ideia, de que é fundamental conhecer muito bem o cliente, para não se correr o risco de vender um produto ou serviço desajustado.
Concluindo o cross-selling pode ser uma técnica de venda importantíssima, como forma de fidelizar os clientes, bem como de atrair novos clientes. Quando utilizada corretamente permite, adicionar um valor à nossa venda, eliminar questões de concorrência e criar um diferencial de mercado.



Cada vez mais, a concorrência não é entre empresas, mas entre redes de marketing, sendo o prémio conferido à empresa que tiver construído a melhor rede. O princípio operacional é simples: construa uma rede efectiva de relacionamentos com os principais públicos interessados e os lucros serão uma consequência.”
(KOTLER, 2000, p.35)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Eixo Sines Panamá

Porto de Sines Canal do Panamá       Depois da visita do presidente do Panamá a Portugal, com relevo a Sines investida de um interesse bilateral com vista ao desenvolvimento do porto de Sines que o próprio Panamá tem interesse em desenvolver, após as grandes obras de assoreamento no canal do Panamá para o habilitar á navegação de grandes navios O que esperam as mentes decisoras do pais, que esta oportunidade desapareça, que os interesses do Panamá hoje e da Asia num futuro próximo se desvaneçam? Perde-se tanto tempo a falar em desgraças, em coisas que não interessam e obras que fundamentalmente podem fazer este pais sair do atoleiro onde está não se discutem, não se fala disto? Quem não está interessado nisto, ou será que alguém esta interessado em que caso outras nações aqui invistam aconteça como no caso do petróleo, em que viremos a receber uns míseros cêntimos por barril? Se isto fosse uma autoestrada para nenhures, ou um aeroporto para pombos já teri...

Algarve, o paraiso aqui tão perto

   Miradouro, descida para a Praia da Rocha  Por do sol, final de tarde na Praia da Rocha Algarve, barlavento  Apesar de ter estado pouco tempo no Algarve apaixonei-me por esta terra, eu que até há algum tempo atrás apenas conhecia de passagem , foi necessário estar aqui a viver durante 14 meses para perceber e compreender toda a beleza desta região. Não é aquela necessidade do rebuliço do verão, não é a nostalgia do inverno, é um misto de tudo entrecortado com um pouco de cada coisa. É o clima, é as suas gentes, é o cheiro a mar, é o barulho das gaivotas pela manhã no inverno, é o facto de sermos insignificantes numa local em que ninguém nos conhece apenas por isso, passarmos despercebidos. É a marina de Lagos, a Meia Praia com os seu areal infindável, a costa toda até Sagres, os locais idílicos com casas na serra a espreitar o mar, é o cheiro a verão, a agitação que se vive que nos faz esquecer das agruras do dia a dia, é um passei...

Africa, o berço da humanidade

Desde sempre que me habituei a ouvir e ler isto e sempre me questionei se o mesmo seria verdade. Em termos práticos acredito nisso, até porque a história o diz, mas quando olho estes povos a terra, as condições climatéricas que não se coadunam com algo tão importante fico a pensar se tal assim será. Povos que parece que nasceram para sofrer, terras (algumas delas) sobre as quais se diria num pregão popular que serão ”o sítio por onde Deus nunca passou”. Se a isso tudo aliarmos as agruras que estes povos na generalidade passam, então terei de questionar uma outra vertente da história; será que esta mesma humanidade foi criada por Deus? Se o foi não percebo. Não percebo o porquê de tanto sofrimento, sim porque em Africa as pessoas sofrem. E sofrem de todo o tipo de calamidades, sejam elas da natureza, sejam de origem divina como as lutas pelo controlo da fé e da religião ou de origem cultural, ou não fossem estes os povos mais carenciados do mundo a todos os níveis,...