Este conceito
encontra-se muito em voga na grande distribuição. O dumping é um conceito muito global, é frequente o consumidor
justificar um preço baixo com dumping,
mas até que ponto será dumping?
O dumping será uma arma da concorrência, ou será o dumping um
efeito colateral da concorrência? A legislação atual, e num mercado livre indicia que para existir uma concorrência legal deverão ser respeitados certos princípios, um deles o facto de não ser praticada uma venda cujo preço de venda ao público seja inferior ao preço de custo que efetivamente a empresa assumiu. Visto desta forma, o Dumping seria algo inacessível numa política de vendas correta em que todos os agentes económicos rejeitassem o facto de vender abaixo daquilo que compram como um facto consumado, no entanto diversas empresas e grupos, especialmente na área alimentar praticam-no.
Se uma empresa adquire de um produtor uma determinada marca de vinho corrente por 0.80€/ unidade, e outra de vinho de mesa por 2.90€, será fácil a essa empresa solicitar ao produtor que em face das quantidades adquiridas lhe facilite uma fatura que permita um desconto global, por exemplo de 20%, então aí o vinho corrente não lhe terá custado 0.80€, mas sim, 0.64€, o que permitirá vender a essa mesma empresa este produto por 0.79€/ unidade, desde que a fatura reflita esse desconto este será abatido no preço, mesmo após debitado o imposto relativo, será que estamos perante Dumping, ou uma forma de vender a um preço mais competitivo?
O dumping, dito de forma pura tem a ver com o ato de vender com prejuízo, claro que as empresas de distribuição utilizam este fator sempre com uma média ponderada, e sempre que isto acontece a margem bruta que é perdida na venda deste produto terá que ser compensada noutro.
Esta ferramenta se assim a podermos considerar, faz parte da estratégia de marketing de todas as superfícies de distribuição alimentar, e não só, e cabe aos seus quadros de gestão perceber e quantificar até que ponto poderá ser utilizada.
Esta ferramenta utilizada de uma maneira racional e ponderada poderá ser uma das maiores armas de que o comércio não tradicional poderá utilizar face ao comércio tradicional.

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