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A mudança na formação





           
                   O psicossociólogo Manuel Tavares da Silva [1]apresentou em 1983 a             seguinte descrição associada ao termo mudança:
         
                              
                                M=(a. b. d) >X
M- mudança
a- nível de insatisfação relativamente à realidade existente
b-clareza da realidade desejada
d-iniciativas no sentido da mudança
X-custo da mudança

 
A realização destes pressupostos é assim indispensável para que o processo formativo resulte em pleno.
Segundo esta formula, esta mudança é mais facilmente desenvolvida quando:
Fica claro que a situação atual não é a melhor.
É perfeitamente percetível a vantagem da situação futura desejável
O produto resultante de a, b, e d é superior a X.


Os intervenientes na formação

O responsável da formação
Cabe-lhe a aplicação de toda a politica de formação da empresa.
É responsável pela elaboração, realização e controlo de aplicação do plano de formação.
Reporta diretamente á Direção de Recursos Humanos.
Tem como aptidões e principais competências, a elaboração do orçamento, a preparação do plano e a sua realização.
Anima e coordena a ação dos membros da equipa do serviço de formação. Serve de elo de ligação entre os responsáveis dos serviços utilizadores da formação.
Estão incluídos nesta classe 3 tipos de profissionais com funções distintas.
1- O Gestor:
Tem a seu cargo a tarefa do orçamento e controlo da formação, o planning de cursos e estágios, o planning de locais e materiais intervenientes na formação, o controlo de inscrições, exames e resultados da formação, para além do controlo e da seleção de trabalhadores intervenientes no processo.
Para além disso podem participar na elaboração dos programas e assegurar as ligações externas com os serviços oficiais, assim como internamente, entre as diversas partes intervenientes no processo.
2- O Animador:
É dele a responsabilidade de elaborar os programas e de verificar a progressão pedagógica, e o desenvolvimento prático em consonância com os responsáveis de formação. Participa em sínteses ou avaliações.
Realiza, regista e acompanha as formações nas quais é animador, e participa na elaboração de exercícios, trabalhos práticos, estudos de caso, modelos, e outras ações envolvidas na formação.
3- O especialista dos meios pedagógicos:
Em perfeita articulação com os outros profissionais atrás descritos, elabora, atualiza e regista as médias de formação. É ele quem dirige a formação de formadores, e está hierarquicamente ligado e reporta ao Diretor de Recursos Humanos.
Na cadeia de formação podemos referir 3 níveis de subsistema, na qual todos intervêm com capacidades e responsabilidades e são;    Direção de Recursos Humanos, Responsável de formação e de Gestão dos Recursos Humanos e Responsável de Formação do Estabelecimento.
                                

                                        A Legislação


 Aspetos gerais


 No final de 2010, contabilizavam-se 519 888 pedidos de emprego de desempregados, nos Centros de Emprego (CTE) do Continente, o que se traduz num aumento de 3% face a 2009, resultando assim num acréscimo anual de 15 113 registos nesta categoria. As Delegações Regionais que mais contribuíram para esta variação crescente do desemprego, foram o Algarve (+10,5%) e o Alentejo (+5,3%). No Centro, em contrapartida, verificou-se uma diminuição do volume de desempregados (-0,5%).


 O perfil dos desempregados que se encontravam registados nos ficheiros dos CTE no fim de Dezembro do ano de 2010, corresponde a um grupo de pessoas maioritariamente do sexo feminino (54,1%), pertencentes ao segmento etário 35-54 anos (46,8%), com escolaridade inferior ao 3.º ciclo do ensino básico (50,2%), à procura de novo emprego (92,5%) e cuja inscrição não ultrapassou 1 ano (58,1%).  Comparativamente à situação um ano atrás, assiste-se a um incremento do desemprego, sobretudo entre as mulheres (+5%), nos adultos com 55 e mais anos de idade (+6,6%), nos diplomados do ensino superior (+10,9%), nos casos de primeiro emprego (+4,4%) e nos inscritos de longa duração (+24,2%).

Profissão (CNP)

 Do ponto de vista da profissão pretendida pelos desempregados que constituíam o “stock” do desemprego no final do ano em análise, observa-se uma concentração em torno dos “Trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio”, “Pessoal dos serviços, de proteção e segurança”, “Empregados de escritório”, “Trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora” e “Operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e da construção civil”. No conjunto, estes grupos profissionais representam mais de metade do desemprego global (52,9%).

 De entre as variações, de sentido ascendente, que ocorreram no período 2009/2010, as mais significativas identificam-se nos “Profissionais de nível intermédio do ensino” (+48,1%) e nos “Docentes do ensino secundário, superior e profissões similares” (+47,7%). Por seu lado, com uma grande redução percentual do número de desempregados face ao ano anterior, temos os grupos profissionais dos “Operadores de máquinas e trabalhadores de montagem” (-10,3%), os “Outros operários, artífices e trabalhadores similares” (-7,1%) e os “Trabalhadores da metalurgia, metalomecânica e similares” (6,3%).



Atividade Económica (CAE)


 Dos 480 683 desempregados que aguardavam por um novo emprego, no fim de Dezembro de 2010, 59,6% provinham dos serviços, 36,3% da indústria e apenas 3,7% do sector primário. A nível dos subsectores, o destaque vai para as “Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio”, seguindo-se a “Construção”, o Gabinete de Estudos e Avaliação “Comércio por grosso e a retalho”, o “Alojamento, restauração e similares” e a “Administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social”, o que corresponde a 58,1% do volume total do desemprego. Em termos evolutivos, os aumentos percentuais mais elevados tiveram lugar nas “Indústrias extrativas” (+37,3%), na “Administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social” (+20,3%), nas “Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares” (+16,6%), na “Eletricidade, gás e água, saneamento, resíduos e despoluição” (+13,5%), e nas “Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (+13,3%). [2]



[1] Silva,M.T.,«A Liturgia psicossociológica», in Psicológica,Vol. IV,nºs 3 e 4,1983,pp. 236 a 323
[2] Fonte: http://www.iefp.pt/Paginas













                                               

 

 

 








































 


 






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