A vila da Nazaré nunca antes tinha sido tão falada a nível nacional e internacional, no entanto ultimamente e pelos melhores motivos esta localidade que nunca fez parte dos circuitos internacionais do surf passou deste modo a ser roteiro obrigatório dos mesmos, até porque se o surf é um desporto radical e tudo o que é radical é absolutamente fora do normal, não vão faltar na Nazaré os habituais desafiadores das leis da natureza, os praticantes de todos os níveis de surf ou seja não me admira que daqui a um par de anos surfista que seja surfista deve ter surfado uma onda gigante na Nazaré. Claro que com tudo isto a vila que até já tinha um enorme interesse turístico vai ganhar muito maior relevo e vai atrair ainda muitos curiosos.Não há duvidas que a estratégia de marketing funcionou e bem, e a Nazaré que era conhecida pelas suas ondas apenas pelos piores motivos, visto que essas ondas potenciavam um porto de pesca muito perigoso e com uma forte rebentação que foi provocando ao longo dos anos a perda de muitas vidas por parte de quem tem de conviver com o mar e as ondas para ganhar a vida, mas essas mesmas ondas que tanto mal afamaram a Nazaré estão agora a catapulta-la para uma outra galáxia no mundo do surf. Longe vão os dias em que o locais ideais para a prática do surf eram Cascais, Ericeira e Peniche, sendo estes locais com uma apetência media para a prática, mas sem ter algo que os destacasse de outros locais em Portugal e não rivalizando com as praias australianas, ou americanas ou outras do sul da Europa.
Com todo este destaque positivo que a Nazaré teve nos últimos anos, ( Garrett McNamara dá a cara por um projeto de promoção da Nazaré entre 2010 e 2013) este será sem qualquer margem para dúvidas roteiro obrigatório de surfistas amadores e profissionais para os seus treinos, é obvio que se alguém pensar em organizar eventos internacionais de surf, a atração pelo local é mais que certa. Basta pesquisar pela internet e agora ao escrever Nazaré a imagem que aparece logo é a de uma onda de 30 metros, sendo este o fator diferenciador. O célebre "canhão da Nazaré" já é conhecido internacionalmente pelos praticantes da modalidade, não apenas surfistas tradicionais, mas aqueles que procuram ondas gigantes e que teimam em fazer cair recordes. Não podemos dizer que existe aqui obra de marketing, pois neste caso não se verificam alguns princípios fundamentais do mesmo, a satisfação de necessidades ou a criação dessas mesmas necessidades, no entanto o marketing tem de acompanhar esta popularidade existente e fazer o produto ganhar notoriedade através da sua comunicação. O mais importante já está a acontecer e isso deve-se apenas á localização, e á própria natureza que dotou a vila e o mar que a envolve de umas excelentes condições climatéricas e marítimas que proporcionam esse tipo de ondas que fazem as delicias dos desportistas radicais como são os surfistas.
Pena que por vezes esse tipo de superação que o ser humano tem sempre presente conduza a episódios infelizes, como foi o caso da jovem Maya Gabeira que no dia em que Carlos Burle e Andrew Cotton disputaram entre eles a maior onda para bater o recorde que pertence a Garrett McNamara, ficou inconsciente ao surfar uma destas ondas e apenas tendo sido evitado uma tragédia graças ao socorro dos seus colegas, o que não evitou no entanto que a mesma tivesse fraturado o peróneo e tenha ficado hospitalizada. No entanto e apesar deste incidente os surfistas não desistiram e acabaram por surfar mais um par de ondas gigantes que poderão até ser superiores àquela que deu um maior destaque á Nazaré e que foi surfada por McNamara em 2011. São este tipo de acontecimentos que proporcionam boas indicações e criam esperança no futuro do turismo, sendo que neste caso se demonstra bem que a Nazaré é um filão por explorar.
Comentários
Enviar um comentário