Chegou o Outono, com ele vieram as chuvas, aqueda das folhas, as manhãs cinzentas, os finais de tarde enublados acompanhados de chuva. O vento que sopra embalando a chuva que nos molha o rosto quando colocamos a cabeça á janela de casa. Essa chuva que trás vida, que faz florescer pedaços de natureza que se encontravam mortos, a erva que fica mais verde, que cresce exponencialmente. Mas trás também e como sempre nesta altura, frio, nuvens escuras carregadas de agua, que despejam de forma agreste sobre a terra, numa desigualdade meteorológica que chega a não fazer sentido porque os extremos se tocam nestes dias, o calor de uns dias que ainda teima em fazer-se sentir contrasta com o frio que tem pressa em chegar. O tempo é pródigo em calamidades, o Verão partiu, e com ele os fogos. Esses fogos que teimam em chegar todos os anos, que ceifam vidas, derretem bens e poem a nu a fragilidade de uma comunidade que ano após ano, reclama pragueja, promete, mas não...